Ele escutou meu soluço no meio da noite e correu de onde estava para me abraçar. Me tirou dos lençóis brancos e frios, me colocou em seu colo e se pôs a me balançar. De Sua boca saia um silêncio confortador, o único capaz de me acalmar em momentos assim, de profunda tempestade interior.
Ao raiar do dia, sem expectativa alguma, me olhava e sorria. Procurava meus chinelos e os trazia para perto, lembrando-me do perigo do chão gelado. Suportava minha carranca de fome, listava os motivos pelos quais tinha para agradecer, e falava: que maravilha, o sol acabou de nascer, tanta coisa há para acontecer! Ele era lindo, continua sendo, e se torna ainda mais quando olho para os lados e vejo sua companhia como um escudo dos perigos do mundo. Quando o estress quer me afundar mais uma vez e o desespero se achegar, vem correndo apressado com palavras de esperança meus conflitos solucionar.
Acredito que como Ele não existe. E nem vale a pena procurar. Porque é só com Ele - sendo bem sincera, que faz sentido estar. Pode ser em meio ao sol escaldante ou inverno nebuloso e frio, sua presença é um escape, um socorro, um oásis primaveril.
Quero pertencer-te sempre, ser lar para o Seu coração e motivo de Sua alegria. Quero compor e dedicar-te canções, escrever-te cartas declarando o que sinto e o abrigar em mim, bem dentro de mim.
Ele é o mais ecantador e amoroso de todos. Terno e cuidadoso... O meu amado Espírito Santo.
ALVES, Ellen.