sábado, 26 de março de 2016

Lá naquela cruz

A Páscoa nos remete a cruz e ressurreição de Cristo. Nos faz refletir em como Deus nos amou infinitamente mais do que merecíamos. (João 3,16). E é esse amor que nos constrange, nos liberta e nos enche da esperança do céu. Ah, a morte de Jesus na cruz foi a maior e mais linda declaração de amor do universo. É indescritível o porquê de tudo o que Ele foi capaz de fazer por mim e por você, e mesmo assim o fez. Sem explicação, sem lógica alguma. Jesus é o mistério perfeito que habitou entre nós revelando-nos Sua graça e propósitos celestes. 

Ninguém daria nada por nós. Ninguém pagaria o alto preço e sequer tentaria nos salvar a não ser Ele. O cordeiro que se entregou por nossas almas. O único capaz disso, Jesus Cristo é o seu nome.

Mas, mesmo com um plano perfeito, mesmo com tanta ternura, e liberdade para nos doar gratuitamente, ele foi impedido. Jesus foi preso, massacrado, odiado, torturado. E também, claro, traído antes de sua morte. E o pior: por aqueles que estavam próximos demais dele. Judas e Pedro. Homens com atitudes inicialmente parecidas, todavia com finais diferentes. 

Então, um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, dirigiu-se aos chefes dos sacerdotes e lhes perguntou: "O que me darão se eu o entregar a vocês? " E eles lhe fixaram o preço: trinta moedas de prata. Desse momento em diante Judas passou a procurar uma oportunidade para entregá-lo.
- Mateus 26:14-16

Pedro respondeu: "Ainda que todos te abandonem, eu nunca te abandonarei! "Respondeu Jesus: "Asseguro-lhe que ainda esta noite, antes que o galo cante, três vezes você me negará".Mas Pedro declarou: "Mesmo que seja preciso que eu morra contigo, nunca te negarei". E todos os outros discípulos disseram o mesmo. Mateus 26:33-35

E eles traíram. Eles erraram. Judas, infelizmente, teve um final amargo por escolha própria. Pedro, porém, através de seu arrependimento recebeu de Jesus o perdão. Assim somos nós. Quantas vezes erramos, traímos o Pai, por escolha própria ou por vergonha, medo, ou qualquer outro motivo irrelevante? Somos tão cheios de falhas e defeitos. Eu olho para mim mesma e não encontro um motivo sequer que me faça parecer digna o suficiente para merecer seu cuidado para comigo. Muito menos seu amor e tudo o que Ele sofrera lá naquela cruz. Jesus fez por mim demasiadamente mais do que eu poderia fazer por Ele mesmo a minha vida inteira. 

Entretanto, mesmo assim, eu traí o Mestre. Você também. Eu sei quando e como. Você provavelmente também. E por sermos tão imperfeitos isso pode acontecer novamente. De novo e de novo. Se não fosse Sua misericórdia, com certeza já não existiríamos. Contudo, o detalhe é a cruz. Lá. Lá naquela cruz. Dura, fria, padecendo em dor sem reclamar. Lá. Lá mesmo, sim, Ele já perdoara todas as nossas traições e pecados. Lá, ele derramara a graça para todos. Lá, Ele quebrou todo o poder do mal sobre nós. Lá, Ele reafirmou que somos dEle, e agora, não mais como criaturas, porém sim como filhos!

Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens.
- Tito 2:11


Que possamos refletir sobre esse amor imerecido e graça sobrenatural que nos foi concedida nesses dias! Como também, em todos os dias das nossas vidas. Exalando gratidão pela vida, pela salvação e por todas as bênçãos! 

Em Cristo e com amor, Ellen Alves.