Pode parecer irônico - ou bobo - mas estou escrevendo essa resenha com lágrimas nos olhos. Carta de amor aos mortos mexeu tanto comigo que eu não sei decifrar, contar, explicar, enfim, me faltam palavras.
Mas sei dizer que: nunca li um livro tão intenso!
Intenso, realista, mágico e doloroso. Não sei explicar (sei que já disse isso mas é verdade). Eu queria poder abraçar a personagem, a Larel. Queria dizer que ela foi uma garota muito forte, que eu a admiro muito e que entendo sua dor. Gostaria de dizer a ela que sei como é amar alguém da forma como ela amava sua irmã. Gostaria de dizer que ela estava certa sobre tanta coisa!
É triste quando todo mundo sabe quem você é, mas ninguém te conhece de verdade.
Desde o início do livro quando li a primeira carta eu percebi que ela era especial, e principalmente, única. Gostaria muito de dizer que a adotaria como minha irmã mais nova, porque ela é incrível e que eu adoraria ter conhecido a May, ela também foi incrível.
Você acha que conhece alguém, mas essa pessoa sempre muda, e você também está em transformação. De repente entendi que estar vivo é isso. Nossas próprias placas invisíveis se movem em nosso corpo, e se alinham à pessoa que vamos nos tornar.
Todos nós queremos ser alguém, mas temos medo de descobrir que não somos tão bons quanto todo mundo imagina que somos.
Querida Laurel
Obrigada por ter compartilhado conosco todos seus sentimentos, e principalmente sua dor. Seu amor também moveu meu coração há uma sintonia que ele não havia visitado há um bom tempo. Suas estórias me fizeram te admirar e me ensinaram muito. Você também me ajudou a perdoar, Laurel. E eu te admiro de novo e ainda mais por isso. Também seria bobagem minha não dizer que sua coragem e força são um exemplo.
Obrigada por ter ser uma personagem tão especial. Obrigada por ter me ajudado a criar minhas asas e enxergá-las como são.
O universo é maior que qualquer coisa que cabe na sua cabeça.
Obrigada Laurel,
Com todo meu amor, Ellen